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Sustentabilidade

Selo Verde: Brasil Lança Certificação Obrigatória para Produtos Sustentáveis em 2026

A partir de junho de 2026, o programa Selo Verde do MDIC certificará produtos sustentáveis com padrões da ABNT. 80% dos consumidores já exigem práticas ESG. Seu e-commerce está preparado?

27 de Janeiro de 2026
10 min de leitura

1. O Que é o Selo Verde e Por Que Ele Muda Tudo

Em junho de 2026, entra em vigor o programa Selo Verde, criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esta certificação oficial, com diretrizes definidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), tem como objetivo principal valorizar produtos brasileiros sustentáveis tanto no mercado nacional quanto internacional.

Mas o que isso significa para quem vende online? Significa que a sustentabilidade deixou de ser um diferencial de marketing para se tornar uma exigência regulatória e competitiva. Lojas que ignorarem essa tendência perderão não apenas clientes conscientes, mas também acesso a mercados internacionais que já exigem conformidade ESG.

"A sustentabilidade não é mais apenas responsabilidade social — é um fator determinante na competitividade do e-commerce brasileiro em 2026. Empresas que incorporam práticas ESG estão otimizando recursos, reduzindo desperdícios e atraindo consumidores mais exigentes."

2. Os Números Não Mentem: 80% Exigem Sustentabilidade

Pesquisas recentes revelam uma mudança drástica no comportamento do consumidor brasileiro. A conscientização ambiental deixou de ser nicho e se tornou mainstream. Veja os números que comprovam essa transformação:

Expectativas do Consumidor Brasileiro (2026)

Exigem Produtos Sustentáveis80%
Preferem Embalagens Eco-friendly70%
Valorizam Economia Circular65%

Fonte: Pesquisas de mercado e tendências ESG para e-commerce 2026

Esses dados mostram que o consumidor moderno não compra apenas um produto — ele compra uma proposta de valor completa. Origem dos materiais, tipo de embalagem, compensação de carbono e políticas de descarte são agora critérios de decisão de compra tão importantes quanto preço e qualidade.

Para o lojista, isso representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. Quem se adaptar primeiro terá vantagem competitiva real sobre concorrentes que ainda tratam sustentabilidade como "custo extra".

3. Green Commerce: Mais do que Marketing Verde

O conceito de Green Commerce vai muito além de pintar o logo de verde ou usar a palavra "eco" na descrição do produto. Trata-se de um modelo de negócio virtual que adota medidas ecológicas em toda a cadeia de valor, desde a produção até a entrega final.

Embalagens Sustentáveis

Substituição de plástico virgem por materiais recicláveis, biodegradáveis ou compostáveis. Redução do tamanho das caixas para otimizar transporte e diminuir pegada de carbono.

Compensação de Carbono

Programas de neutralização das emissões geradas pelo frete. Parcerias com projetos de reflorestamento e energia renovável que podem ser comunicados ao consumidor final.

Rastreabilidade de Origem

Transparência total sobre a procedência dos materiais. Certificações de fornecedores e auditorias de cadeia produtiva que geram confiança no consumidor consciente.

A tendência de moda sustentável e nichos eco-friendly já mostrou crescimento significativo, provando que o consumidor busca experiências exclusivas e produtos diferenciados — e está disposto a pagar mais por isso.

4. Economia Circular: O Produto que Volta

A economia circular emerge como pilar estratégico para empresas em 2026. O conceito é simples, mas revolucionário: um produto nasce, é consumido e volta a ser matéria-prima, sem desperdício e com rastreabilidade total.

A GS1 Brasil, em parceria com a Oceana, está liderando iniciativas de identificadores digitais únicos em embalagens. Esses códigos permitem verificar se a embalagem foi reutilizada ou reciclada corretamente, gerando dados confiáveis e eficiência na cadeia.

Dados e Rastreabilidade

Dados e padrões globais se tornam o elo entre transparência, sustentabilidade e competitividade. Empresas que adotam identificadores digitais em seus produtos podem comprovar práticas sustentáveis e gerar relatórios de impacto ambiental automatizados.

O mercado de segunda mão (recommerce) também se beneficia dessa infraestrutura. Plataformas de revenda e produtos recondicionados ganham credibilidade quando conseguem comprovar a origem e o ciclo de vida do item.

5. Como Preparar Seu E-commerce Agora

Não espere junho chegar para começar a adaptação. Lojas que se anteciparem terão vantagem competitiva tanto no posicionamento de marca quanto na conformidade regulatória. Aqui está um roadmap prático:

  • Auditoria de Fornecedores: Mapeie a cadeia produtiva e identifique quais fornecedores já possuem certificações ambientais ou políticas ESG documentadas.
  • Revisão de Embalagens: Substitua materiais não-recicláveis gradualmente. Comunique essa mudança como benefício ao cliente, não apenas como custo.
  • Selo e Certificações: Busque certificações reconhecidas (FSC, Orgânico, Cruelty-Free) que possam ser exibidas na página do produto.
  • Página de Sustentabilidade: Crie uma página institucional dedicada às práticas ESG da sua marca. Isso melhora SEO e gera confiança.
  • Logística Reversa: Implemente ou reforce programas de devolução e reciclagem de produtos. O Quero Trocar da WEHSOFT pode ajudar nesse processo.
Atenção: Greenwashing é Risco Real

Fazer alegações falsas ou exageradas sobre sustentabilidade pode resultar em processos do PROCON, danos à reputação e perda de clientes. Seja transparente e documente suas práticas.

6. O Impacto no Mercado Internacional

O Selo Verde não é apenas uma iniciativa doméstica. Ele foi projetado para posicionar produtos brasileiros no mercado global, especialmente na União Europeia e Estados Unidos, onde regulamentações ESG já são rigorosas.

Empresas que exportam ou pretendem internacionalizar suas operações precisam estar atentas: sem certificações reconhecidas, portas se fecham. O Selo Verde brasileiro, alinhado com padrões ABNT e ISO, facilita a entrada em mercados que exigem comprovação de práticas sustentáveis.

Para o e-commerce que vende via Shopify Markets ou marketplaces internacionais, ter o Selo Verde pode ser um diferencial decisivo para ganhar visibilidade e conversão em mercados premium.

Conclusão: Sustentabilidade é Estratégia de Negócio

O cenário de 2026 é claro: sustentabilidade deixou de ser "nice to have" para se tornar condição de sobrevivência no e-commerce. O programa Selo Verde do MDIC é apenas a ponta do iceberg de uma transformação que já está acontecendo no comportamento do consumidor.

Lojas que tratam práticas ESG como investimento estratégico — e não como custo — colhem benefícios em múltiplas frentes: fidelização, ticket médio maior, acesso a mercados internacionais e blindagem contra regulamentações futuras.

Na WEHSOFT, ajudamos e-commerces a implementar infraestrutura tecnológica alinhada com práticas sustentáveis: desde páginas otimizadas para comunicar ESG até integrações com programas de logística reversa. O futuro é verde — e lucrativo.

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